O caminho do dinheiro
Esta página segue o dinheiro público nos casos de suspeita de irregularidade investigados na pandemia, no governo federal e nos estados: quem contratou, quem recebeu, quanto saiu, quanto foi barrado e o que os órgãos de controle decidiram. Cada passo tem o documento oficial guardado no arquivo de fontes.
1. Como ler
Cada passo do dinheiro recebe uma situação, que diz onde ele parou, e um tipo de informação, que diz o quanto ele é firme. Um fato de documento oficial não tem o mesmo peso de uma acusação feita em depoimento.
2. Quanto dinheiro, e onde ele parou
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Ver como tabela, com doses, valor total, pagamentos e contrato
A Covaxin foi a mais cara por dose e foi contratada com a Precisa como representante da fabricante. Os preços da Pfizer e da Janssen são o valor empenhado dividido pelas doses, porque esses contratos fixam o preço em dólar. Os pagamentos vêm dos arquivos diários de despesa da CGU, baixados só até jun/2021, então são valores mínimos.
Valores em dólar ficam fora do gráfico para não misturar moedas e câmbios: aparecem no passo a passo de cada caso. O contrato da Covaxin está convertido pelo câmbio que o próprio contrato usou (US$ 1 = R$ 5,38).
3. A rede do dinheiro
Empresas, pessoas e o Ministério da Saúde, ligados pelo que de fato aconteceu entre eles. Cada seta diz o que é: contrato, pagamento, garantia, cargo ou acusação. O número no canto de cada nó conta as decisões de órgãos de controle e da Justiça sobre aquela pessoa ou empresa. Clique em qualquer nome ou seta para ver os documentos. A rede cobre os casos federais, onde os documentos ligam empresas, sócios e órgãos entre si; os casos estaduais estão na seção 4.
Arraste para mover, use a pinça de dois dedos ou a roda do mouse para aproximar. Toque numa pessoa, empresa ou seta para ver os documentos.
Ver todas as ligações em lista
Para ver todas as pessoas e instituições ligadas a todos os temas, use a rede completa.
4. Os casos, passo a passo
Casos do governo federal e de governos estaduais e consórcios, de partidos diferentes, com a mesma régua: o que o documento mostra, o que é acusação e o que já foi decidido.
5. Quem está por trás das empresas
Cadastro e quadro de sócios e administradores de cada empresa brasileira do caminho do dinheiro, pelos dados abertos do CNPJ da Receita Federal. Cada empresa só aparece aqui porque um documento oficial a liga a um caso. Empresas estrangeiras (Bharat, Madison Biotech, Davati) não estão na base da Receita.
6. O que não sabemos
- O desfecho da investigação da Covaxin na Justiça Federal do DF, depois que o STF a enviou para a primeira instância: não há andamento público localizado.
- O resultado do inquérito sobre a acusação de propina da Davati.
- Para onde foram os mais de R$ 5 milhões sacados em espécie das contas da VTCLog: o relatório do COAF está sob sigilo na CPI.
- Quem eram os sócios de cada empresa na época dos fatos: os dados abertos da Receita só trazem o quadro atual. Na VTCLog, por exemplo, a CPI listou em 2021 três sócios, e hoje só um deles continua no quadro; o histórico completo está nas juntas comerciais.
- Quanto foi recuperado nos casos estaduais: só há registro parcial (R$ 3,57 milhões devolvidos ao Rio Grande do Norte no caso do Consórcio Nordeste, segundo a imprensa).
- Outros casos estaduais e municipais da tabela oficial de operações da Polícia Federal (Recife, Distrito Federal, Ceará, Sergipe, Roraima, Minas Gerais, Maranhão e municípios de São Paulo) foram listados, mas não detalhados aqui; a lista está no arquivo de fontes.
- Se as multas da CGU à Precisa (R$ 3,88 milhões) e à Global (R$ 21,7 milhões) foram pagas.
Tem um documento oficial que responde a alguma dessas perguntas? Abra uma issue com o link.